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Princípio 7 da Literacia do Oceano

O oceano é, em grande parte, pouco explorado

O oceano é vasto, profundo, dinâmico e difícil de aceder. A exploração ajuda-nos a compreender os sistemas oceânicos, a descobrir novos habitats e organismos, e a melhorar o conhecimento sobre como funciona a Terra.

Pergunta orientadora: Por que é que o oceano é difícil de explorar, e o que precisamos descobrir sobre ele?
Alinhamento conceptual Para os anos 6–8.: Adaptado de NMEA Ocean Literacy Scope and Sequencesob CC BY-NC-SA 4.0.

O que este princípio significa

A exploração cria novos conhecimentos sobre os oceanos

A exploração e as observações repetidas revelam locais, processos, organismos e alterações no oceano que não podem ser compreendidos a partir de uma única visita ou instrumento.

A exploração revela lugares, processos e vida no oceano.

A exploração do oceano ajuda os cientistas a investigar o fundo do mar, a coluna de água, os organismos, os processos físicos, a química e as condições ambientais em mudança.

Novas observações podem revelar habitats, espécies, comportamentos, características geológicas, recursos e conexões previamente desconhecidas no sistema oceânico. A exploração também pode melhorar a compreensão dos impactos humanos e gerar descobertas úteis para a medicina, a engenharia, a energia e outros campos.

Observações repetidas mostram como o oceano muda.

Os cientistas não apenas exploram novos lugares. Também regressam a lugares e recolhem observações ao longo do tempo.

Medições repetidas ajudam a revelar mudanças na temperatura, na circulação, no nível do mar, na química, no ruído, nos ecossistemas, na distribuição das espécies e em outros processos oceânicos. Observações de longo prazo ajudam os cientistas a reconhecer padrões, a testar explicações e a melhorar as previsões.

A exploração exige colaboração e comunicação

A compreensão dos oceanos depende da colaboração e partilha de informações entre pessoas com diferentes conhecimentos, experiências, responsabilidades e formas de saber.

Muitas disciplinas e comunidades trabalham em conjunto.

A exploração dos oceanos reúne biologia, química, geologia, física, engenharia, matemática, informática, ciência de dados e muitas outras disciplinas.

Os cientistas também trabalham com técnicos, tripulações de embarcações, educadores, estudantes, detentores de conhecimento indígena e local, comunidades, governos, organizações ambientais e parceiros internacionais para recolher, interpretar, financiar, regular e partilhar informações sobre os oceanos.

Os dados e descobertas dos oceanos devem ser comunicados de forma precisa e tornados acessíveis para que os cientistas, decisores, educadores e comunidades possam utilizá-los.

A tecnologia amplia a observação dos oceanos.

As condições do oceano dificultam o acesso direto, por isso os cientistas utilizam tecnologias especializadas e sistemas de dados conectados para observar locais que as pessoas não conseguem alcançar facilmente.

As condições extremas do oceano dificultam a exploração direta.

A profundidade, a escuridão, a pressão, a temperatura, a salinidade, a distância, as ondas e as correntes criam condições que tornam a exploração humana direta difícil, dispendosa e, por vezes, perigosa.

Muitos ambientes marinhos não podem ser visitados com segurança ou observados continuamente pelas pessoas. Estes desafios físicos explicam porque é necessário utilizar tecnologias especializadas.

Tecnologias especializadas observam locais que as pessoas não conseguem alcançar facilmente.

Os cientistas utilizam embarcações de pesquisa, submersíveis, veículos remotamente operados, veículos submarinos autónomos, sonar, satélites, sensores, drifters, boias, observatórios e outras tecnologias.

Existem ferramentas que observam grandes áreas a partir do ar. Outras mapeiam o fundo do mar, atravessam a coluna d'água, permanecem submersas por longos períodos ou recolhem amostras e medições em ambientes extremos.

Novos métodos e tecnologias também apoiam a investigação de organismos, recursos, energia, geologia e processos físicos do oceano.

Dados, mapas e modelos combinam muitas observações.

As observações do oceano provenientes de diferentes instrumentos podem ser combinadas em mapas, sistemas de dados e modelos computacionais.

Estes sistemas ajudam os cientistas a investigar locais e processos que não podem ser observados continuamente. Estabelecem ligações entre as observações em diferentes profundidades, distâncias e tempos, permitindo que os cientistas e o público participem em explorações remotas ou em tempo quase real.

Um conhecimento mais aprofundado sobre os oceanos ajuda na tomada de decisões sobre a biodiversidade, os recursos, os perigos, o clima e o uso sustentável.

Ideias principais

Ensine este princípio

Passo 1: Comece com um local inacessível

Utilize a Fossa das Marianas ou outro ambiente oceânico profundo e questione por que as pessoas não podem simplesmente viajar até lá e observar.

Passo 2: Selecione as tecnologias de observação

Pergunte quais ferramentas poderiam investigar a sua profundidade, forma, condições da água, geologia e organismos.

Passo 3: Combine as evidências

Demonstre como as observações de satélites, navios, sonar, sensores, submarinos e diferentes disciplinas científicas podem ser combinadas em mapas, conjuntos de dados e modelos.

Passo 4: Pergunte o que ainda não se sabe

Incentive os alunos a identificar uma questão que exija observações ou investigação adicionais.

Por que isto é importante

A exploração do oceano é um processo ativo de fazer perguntas, observar ambientes de difícil acesso, comparar mudanças ao longo do tempo, combinar conhecimentos e transformar medições em conhecimento útil.

O que os alunos devem aprender

Os alunos devem perceber que grande parte do oceano continua a ser difícil de observar, a exploração depende de tecnologia especializada e colaboração, e os mapas, dados e modelos ajudam as pessoas a compreender o que não conseguem observar continuamente.

Sugestão para a sala de aula: Se os cientistas quisessem compreender um local a 8.000 metros abaixo da superfície do oceano, o que precisariam observar e que ferramentas utilizariam?

Ensine com a Blue Biome

Explore este princípio com a plataforma

WebGIS

Compare a batimetria, conjuntos de dados dependentes do tempo e camadas baseadas em modelos para investigar como as observações se transformam em mapas e onde ainda é necessário obter mais evidências.

Gráfico de Conhecimento

Identifique as ligações entre as espécies do fundo do oceano, habitats incomuns, oportunidades de exploração, disciplinas científicas e os sistemas que ainda estão a ser compreendidos.

Cartões

Utilize materiais como "Ciência Marinha", "Fendas Térmicas" e "Queda de Baleias" para discutir a descoberta, as ferramentas e os ecossistemas escondidos.

Comece por aqui

Oportunidade

3. Descubra um ecossistema inesperado.

Utilize as fontes térmicas para demonstrar como a exploração revelou ecossistemas profundos sustentados por energia química, em vez de luz solar.

Exemplos destacados

Espécies em destaque

Pseudoliparis swirei

Espécies

Peixe-escamado de Mariana

O peixe-escamado de Mariana ajuda a explicar este princípio, pois vive num dos habitats mais profundos e inacessíveis da Terra, onde a exploração continua a revelar como a vida sobrevive.

Camarão-cego

Espécies

Camarão-cego

O camarão-cego ajuda a mostrar que a exploração muitas vezes revela ecossistemas que seriam desconhecidos sem submersíveis, sensores e observação em águas profundas.

Enguia-de-Kaup

Espécies

Enguia-de-Kaup

A enguia-de-Kaup ajuda a conectar habitats do oceano profundo com o desafio de observar animais móveis em ambientes escuros e de alta pressão.

Ecorregiões em destaque

Fossa das Marianas

Ecorregião

Fossa das Marianas

Distintivo: Esta fenda inclui as partes mais profundas conhecidas do oceano global e continua a ser difícil de aceder diretamente.

Conectado ao sistema global: Ajuda a explicar porque a profundidade, a pressão, a escuridão e a distância tornam o oceano difícil de explorar.

Campo de Fendas Arco-Íris

Ecorregião

Campo de Fendas Arco-Íris

Distintivo: Este sistema de fenda hidrotermal alberga vida química incomum num ambiente profundo e extremo.

Conectado ao sistema global: Demonstra que a exploração continua a revelar ecossistemas e vias de energia que antes eram completamente desconhecidas.

Cânion de Monterey

Ecorregião

Cânion de Monterey

Distintivo: Esta profunda ravina submarina está perto da costa, mas ainda revela processos e espécies do oceano profundo que são difíceis de observar.

Conectado ao sistema global: Ajuda a explicar que até mesmo locais oceânicos próximos às pessoas podem continuar a ser desafiantes do ponto de vista científico e ricos em descobertas.

Cartões em destaque

Ciências Marinhas

Oportunidade

Ciências Marinhas

A Ciência Marinha ilustra este princípio, mostrando que a descoberta depende da observação, da evidência e da investigação contínua.

Fendas Térmicas

Oportunidade

Fendas Térmicas

As Fendas Térmicas ilustram este princípio, porque a exploração em profundidade revelou ecossistemas alimentados pela química, e não pela luz solar.

Queda de Baleias

Oportunidade

Queda de Baleias

O estudo de um "Whale Fall" ilustra este princípio, mostrando como descobertas raras no fundo do mar podem revelar redes alimentares e estágios ecológicos inesperados.